quinta-feira, 24 de julho de 2008

Escravidão branca na Amélia Amado


É até bondade, chamar de escravidão branca. Não pelo elevado número de trabalhadores afrodescendentes, mas pelo regime em si. Explica-se: Os trabalhadores que labutam na construção dos boxes para os camelôs na avenida Amélia Amado são obrigados a cumprir uma jornada desumana todos os dias, e o "turnão" ultrapassa as 22 horas. Toda essa exploração é para dar conta de entregar a “obra” até o dia 28 de julho, como um presente para a cidade pelo seu aniversário.

O trabalho puxado é atenuado pela esperança dos inocentes. “Se eles nos pagarem as horas-extras, até que não vai ser mau. Temos muitas horas-extras aqui e vai dar pra livrar um bom dinheiro”, afirmou um exausto trabalhador, na noite terça-feira, por volta das 21 horas. Alô, Ministério Público do Trabalho!

Portal Plural

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