
O 51º Congresso Nacional da UNE reuniu estudantes do Brasil inteiro para atos públicos, movimento social e discussões acerca da vida acadêmica e mudanças sociais necessárias. .
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Estudantes da UESC, FTC e UNIME se deslocaram até Brasília no intuito de fazer valer a força estudantil. Entretanto, a forma como os estudantes foram tratados merece uma forte ressalva quanto às prioridades manifestadas pela diretoria responsável por esse congresso.
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Enquanto fomos convocados para discutir política, no máximo, o que vimos foi politicagem; o local de alojamento no qual fiquei “hospedado” não tinha um chuveiro sequer para as mais de 200 pessoas no primeiro dia (somente no segundo dia instalaram 12 chuveiros, sem divisória); o almoço foi batizado como “ração” pelos estudantes, uma vez que o tempero era a fome que sentíamos.
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Logicamente, nem tudo foi decepção. Houve aprendizado de como uma consciência massificadora se perpetua em nossa sociedade: estudantes universitários que se permitiram serem tratados como massa de manobra com festas, gritaria e barulho de tambores.
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Vale dizer que até o CQC apareceu por lá para dar uma força ao movimento estudantil, mas é bem verdade que esse movimento está descaracterizado, sem conteúdo político e com individualismo enraizado, expresso através da defesa de cargos para determinados agrupamentos políticos.
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E o resultado disto tudo? A manutenção do status quo. A presidência da UNE volta permanece, mais uma vez, nas mãos do PC do B (que lá está já há 20 anos). É exatamente aqui que mora a decepção e o aprendizado adquirido, ambos, de uma só vez: decepção em ver o que seria a massa pensante sendo apenas massa de manobra e, aprendizado, em perceber que a alienação pode atingir fortemente os leitores e envolvidos em política. O que me fez concluir que a alienação advém do afastamento da responsabilidade.
João Lins.