É cada dia mais insuportável a convivência, na Bahia, do PMDB do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, com o PT do governador Jaques Wagner. Após a derrota imposta aos petistas na eleição para a prefeitura de Salvador, com ajuda do DEM do deputado ACM Neto (BA), Wagner tem ouvido, sem revidar, desaforos e provocações do grupo de Geddel, para não chegar isolado na disputa pela reeleição em 2010.
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Além de ter que administrar a ira do PT local, que pede a devolução dos cargos do PMDB no governo estadual, Wagner também vê a cúpula do PSDB nacional intervir no tucanato baiano para acabar com a aliança do partido com seu governo.
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O último desaforo que Wagner teve que engolir de Geddel foi um artigo publicado por ele há algumas semanas no jornal "A Tarde", dizendo que não teria problema nenhum de devolver os cargos. "No momento em que setores do PT esgarçam a relação com o PMDB, cabe reafirmar o óbvio: o governador se sinta absolutamente livre para proceder como lhe convier", provocou Geddel no artigo.
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Wagner, em viagem recente a Brasília, jantou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está acompanhando a movimentação de Geddel com preocupação e angústia, pois gosta muito do governador e, segundo interlocutores, sofreu por não poder atendê-lo na eleição de Salvador.
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